Além do adaptador USB, o programa pode gerar DMX por uma rede de computadores usando os protocolos Art-Net e sACN (E1.31). Isso é necessário em dois casos: seu receptor de luz está em rede (nó Art-Net, servidor de mídia) ou os aparelhos possuem mais de 512 canais e você trabalha com vários universos.
O caminho mais simples — o assistente de configuração
Se é a primeira vez que você conecta um conversor de rede, não configure nada à mão: execute o assistente.
O assistente conduz a conexão em três etapas:
- Verificação da conexão. Mostra as conexões de rede do computador e marca aquela pela qual a luz realmente vai sair. Aqui também aparecem os avisos — por exemplo, que uma VPN ativa desvia a luz para longe do conversor.
- Busca de dispositivos. O programa consulta a rede e mostra o que encontrou: o nome do conversor, o endereço dele e quantas saídas DMX ele tem. Se nada for encontrado, o assistente explica o que conferir.
- Aplicar. Escolha o dispositivo e clique em “Aplicar e conectar” — o endereço e o universo são preenchidos sozinhos.
2.0.0.200, enquanto a sua rede é 192.168.0.x). O assistente encontra esse aparelho, mas o marca: a luz não chega até ele e conectar assim não adianta — o programa mostraria “conectado” enquanto os aparelhos ficam apagados. No lugar de “Aplicar e conectar”, o assistente oferece Configurar automaticamente: dá ao conversor um endereço da sua rede, encontra-o de novo e conecta.255.255.255.0).Para que a luz suba sozinha ao iniciar, marque “Conectar a este dispositivo ao iniciar o programa” — a caixa fica abaixo dos campos de endereço e universo. A partir daí, a cada inicialização (inclusive depois de uma atualização) o próprio programa encontra o seu conversor e se conecta.
Configuração manual
Se o conversor já é conhecido e você sabe o endereço dele, dá para dispensar o assistente.
Como conectar a saída de rede:
- Abra o painel DMX e expanda “Art-Net / sACN”.
- Selecione um protocolo que seu receptor entenda:
| Protocolo | Configurações |
|---|---|
| Art-Net | IP do receptor + Universo nº 1 (endereço base) |
| sACN / E1.31 | Universo nº 1 (base) + prioridade |
- No Art-Net não é preciso digitar o endereço: clique em “Procurar dispositivos na rede” e depois na linha encontrada — o endereço e o universo são preenchidos sozinhos.
- Clique em Conectar.
Ao conectar por Art-Net, o programa pergunta à rede se algum nó responde. Se ele ficar em silêncio, você verá o aviso “o nó não responde — verifique o IP e o firewall (UDP 6454)”. A luz continua sendo enviada: alguns nós ignoram essa consulta e funcionam normalmente, por isso a conexão não é encerrada — entenda o aviso como “verifique primeiro o endereço e a rede”.
No sACN essa verificação não existe e não pode existir: nesse protocolo o receptor nunca se anuncia. Verifique o resultado nos aparelhos.
Múltiplos universos — como funciona
O campo Universo 1 → é o endereço de rede para o qual vai o universo lógico 1 do seu projeto. Os universos restantes vão automaticamente para os seguintes endereços:
| Universo em projeto | Endereço de rede |
|---|---|
| 1 | base (o que está no campo “Universo nº 1”) |
| 2 | base + 1 |
| 3 | base + 2 |
Assim, qualquer quantidade de universos sai de um único computador pela rede — não é preciso configurar cada um separadamente.
Se mais alguém está emitindo luz na rede
Pelo protocolo, um receptor Art-Net mistura duas fontes que transmitem para o mesmo universo: cada canal sai com o maior dos dois valores. Na prática isso assusta: alguns canais respondem e outros parecem travados — você manda vermelho e o aparelho insiste em ficar roxo.
A segunda fonte costuma ser um aplicativo esquecido do próprio receptor Wi-Fi no celular, uma segunda cópia do programa no computador ao lado ou uma mesa alheia deixada na mesma rede.
O programa cuida disso sozinho: assim que vê quadros alheios no seu universo, aparece um aviso com o endereço do “vizinho”. Feche o outro programa (ou mude-o para outro universo) e a luz volta a ser toda sua.
